Arquivo para Junho, 2007

15
Jun
07

Afinal, games podem ter responsabilidade social?

Games educativos não têm responsabilidade social

Jogos exercem um papel fundamental no desenvolvimento dos jovens, mas são feitos para diversão e integração. Preconceito é inaceitável, mas transformar os games em jogo educativo é criar um remendo assistencialista.

fonte: Webinsider, por Julia Stateri.

Não faz muito tempo, uma renomada instituição de ensino brasileira lançou um concurso para responsabilidade social, no qual foram inscritos os mais diversos trabalhos. Ocorre que tal instituição desconhecia a diferença entre ‘responsabilidade social’ e ‘assistencialismo’.

Compreende-se por um trabalho com responsabilidade social aquele que se presta a trazer benefícios à sociedade, sejam eles a curto ou longo prazo; mas, principalmente, que melhorem as condições de relacionamento das classes diversas, estimulem a cidadania, a igualdade e possibilitem ao seu público alvo a integração.

Projetos culturais, ou todo aquele que estimule a aquisição de conhecimento, o desenvolvimento de uma cultura própria ou mesmo o resgate da auto-estima do indivíduo, podem ser considerados de responsabilidade social.

Já o assistencialismo é uma posição imediatista diante de um problema. Entregue ao necessitado aquilo que ele precisa de pronto, sem se preocupar em ensiná-lo a conseguir futuramente o que pode vir a precisar. Aos famintos, entregue cestas básicas, aos doentes entregue remédios, aos desabrigados entregue um teto provisório, um albergue.

Responsabilidade social consiste em investir no aperfeiçoamento profissional de pessoas menos privilegiadas para que estas possam competir e conquistar seu lugar. Mas afinal, que tipo de preconceito leva as pessoas a negar o valor dos games como responsabilidade social?

Analisando historicamente, podemos compreender melhor o porquê de os games serem vistos de maneira tão pejorativa: desde a revolução industrial, jogos passaram a ser vistos como perda de tempo. Alguns teóricos mais radicais chegaram a afirmar que as crianças encontrariam suficiente diversão realizando suas tarefas (ou até mesmo trabalhos pesados destinados aos adultos) e que os jogos não proporcionavam nada de positivo para seu desenvolvimento, apenas ócio.

Sobrevivendo a este pensamento, temos o xadrez. Considerado no Brasil como um jogo da elite, o xadrez guarda o seu valor por ser visto como um exercício de lógica. Desta forma, compreendemos como ele não foi atingido pelo pensamento de que os jogos são fruto do ócio – afinal, ele mostra sua pronta utilidade prática.

Retornando um pouco mais no tempo, percebemos que as mais diversas culturas dedicaram boa parte de seu tempo aos jogos e os consideraram elementos de grande valor. Excetuando o pensamento medieval que, provavelmente, poderia ser comparado a esse mesmo pensamento pós-Revolução Industrial, com o adicional de que os jogos, além de não servirem de nada, seriam prejudiciais inclusive à alma!

Vejamos, então, as civilizações que se dedicaram aos jogos e os tornaram uma expressão de sua cultura:

* os gregos com as Olimpíadas e tudo o que elas representaram e representam até hoje: do culto ao corpo perfeito à preocupação com uma mente e um corpo sãos;
* os jogos de roda e os ritos aborígines, que através do Ilinx fazem o corpo se desprender do espírito, transportando seus participantes para outras realidades;
* os jogos de carta e o tarot de Marsella, duas maneiras de se representar o jogo de azar através do Allea, um decidindo os ganhos ou as perdas monetárias de seu participante e outro guiando o rumo da vida daquele que procura uma direção.

Os exemplos poderiam continuar, mas basta por enquanto. Os jogos representaram e representam, ainda hoje, a cultura dos povos. E esta representação se dá de uma maneira pura, despreocupada, que nos garante maior veracidade do que fontes históricas que possam ter sofrido influências religiosas ou políticas.

Os jogos nasceram para, além de nos trazer alívio para a mente e o corpo, nos integrar ao nosso meio. Nos mostrar como fazer parte de algo maior. E isto, certamente, é demonstrar uma grande, senão a maior de todas, preocupação social.

Pois, sem a aceitação do indivíduo e depois do coletivo, nem sequer somos o que nos torna humanos: animais sociais, que dependem uns dos outros mutuamente seja tanto para crescer, desenvolver, quanto para conhecer os sentimentos mais límpidos e também os mais terríveis.

Atualmente, games constroem comunidades, vendem conceitos, transmitem valores. Talvez sejam as ferramentas mais poderosas de comunicação com os jovens de todas as classes. Afinal, se há algo que caracterize jovens de qualquer classe social é a necessidade que eles têm de se divertir, de serem aceitos num grupo e de se aceitarem – o que talvez seja o mais complexo.

Esta ferramenta, pode e deve ser utilizada com os melhores fins, sempre respeitando a diversão em primeiro lugar: é o que caracteriza um game propriamente dito. A falta de obrigação do jogar, a liberdade que há neste ato, o fato de encontrar algo no qual você realmente seja bom e se integre. É disso que o jogo trata.

Transformar um game em jogo educativo seria destituí-lo de sua função e torná-lo meramente um paliativo assistencialista.

Nós, assim como as instituições (principalmente as de comunicação), devemos tomar muito cuidado ao julgar um veículo pelo que ele aparenta ser. Se um jogo sem diversão não funciona, logo um jogo educativo chato jamais foi um jogo. Muitas vezes, basta criarmos o interesse, engatilharmos a vontade, a procura do aprendizado, o maior passo de todos estará dado e o que vier daí por diante será lucro.

——————

E ainda completo, se tratando de RPG, os mestres tem a obrigação de colocar esses pequenos temas nas campanhas.

Jogadores inexperientes, curiosos de plantão e os anti-rpgistas iriam se surpreender com os conteúdos que nós mestres podemos criar e inserir nas nossas campanhas!
;)

O que tú já tem feito quanto a isso?

11
Jun
07

Thundercats vai virar filme!


hoooowwwwwww

Animada com o sucesso de Transformers, a Warner Bros já prepara sua próxima adaptação: Thundercats. O desenho animado, que fez sucesso na década de 1980, vai ganhar versão para a telona.

O estúdio comprou recentemente o roteiro do estreante Paul Sopocy, que transforma os heróis de “Thundercats” em longa-metragem com atores. O projeto será produzido por Paula Weinstein (de “Diamante de sangue”) e supervisionado por Dan Lin (de “Os infiltrados”), da Warner.

A história é centrada em um grupo de gatos humanóides que fogem de seu planeta depois que ele é destruído e lutar contra os vilões de seu universo. A trama mostra as origens do personagem Lion-O, que se torna líder dos Thundercats.

Thundercats vem reforçar a onda nostálgica de adaptações do estúdio, que também prepara versão com atores de He-man.

fonte: sempreon

08
Jun
07

Aos 9 anos, garoto é profissional dos games


60 polegadas Vs 60 polegares

Victor M. De Leon III joga videogames no circuito profissional há cinco anos, acumulando milhares de dólares em prêmios e propagandas em competições em todo os Estados Unidos. Ele conta com um patrocinador empresarial, um assessor de imprensa e um site, com 531 fotos contando a história de sua carreira. Um documentarista está atrás dele há meses.

Victor pesa 25 quilos e gosta de assistir aos desenhos do Bob Esponja em sua casa em Long Island. Ele comemorou seu aniversário de 9 anos no mês passado com um passeio em um parque de diversões e bolo de baunilha. Cursando a terceira série, tem notas acima da média, e recentemente desenhou um dragão para a aula de artes.

O garoto — mais conhecido pelos adversários cibernéticos e fãs como Lil’ Poison — é considerado o jogador profissional mais novo do mundo; o Guinness demonstrou interesse em incluí-lo na nova edição do Livro dos Recordes. A partir desta sexta-feira (08) ele estará no páreo entre os 2.500 competidores da Super Liga Gaming Pro Circuit Event que deverá durar três dias e será realizada no estádio de Meadowlands, em Nova Jersey, na briga por títulos como Xbox “Halo 2″ e prêmios de até US$ 20 mil. Apesar de tudo isso, ele não parece se importar muito com a fama.

Victor joga videogames no porão de sua casa. Um nanico diante de um monitor de vídeo de 60 polegadas, ele se acomodou em uma cadeira enorme na terça-feira à noite, descalço e vestindo uma camiseta preta com o nome Lil’ Poison impresso nas costas. Olhar fixo na tela, dedos minúsculos movimentando o controle, causando uma destruição virtual com tiros, explosões, respingos de sangue e cadáveres cibernéticos na batalha espacial.

Precocidade

A aptidão de Victor para os videogames despertou aos 2 anos de idade, quando ele começou a imitar o pai jogando. De Leon, 31, que comercializa equipamentos para depósitos, também começou cedo, aos 8 anos, com jogos inocentes como o “Pac-Man”.

Mas “Halo” é um jogo violento, daquele tipo de sair atirando, o tipo que provocou muitas discussões acerca dos seus efeitos nas crianças desde o massacre de 1999 na escola de ensino médio Columbine. Os assassinos responsáveis pelo massacre eram jogadores assíduos do jogo de computador “Doom”, que também envolve tiros em vítimas.

Em relação às críticas que sugerem que o pai estaria destruindo a infância de Victor, De Leon, assim como o filho, também dá de ombros, e conta que quando o menino não está treinando para uma competição específica, o tempo que ele gasta com o Xbox é em média de duas horas por dia. Longe dos jogos, como conta o pai, Victor é um típico garoto da terceira série que adora andar de bicicleta, nadar e tocar violino.

“Se eles não moram aqui, eles não conhecem nosso dia-a-dia”, disse De Leon em sua casa. “Não estou exagerando e ele também não”. Ele contou que controla o conteúdo dos jogos para bloquear violência excessiva e palavrões, e também orienta Victor sobre o que é real e o que é simulação. “Não se pode saltar de um prédio e depois ter a vida de volta, ou se esticar e fazer um caminhão parar”.

Carreira

Antes de Victor entrar para uma competição, seu pai diz que sempre pergunta ao garoto, “Você quer fazer isso?”. De Leon contou que nunca forçou o filho a jogar videogames, mas que acolheu o seu interesse. “Ele me copiava e era realmente muito bom”, recorda-se o pai. “Ele gostava de me ajudar a terminar os jogos e encontrava falhas, o que é bastante difícil”.

Em pouco tempo Victor superou o pai. “Ele me passou quando tinha 4 anos”, disse De Leon. “Eu simplesmente não conseguia me igualar. Eu fiquei meio como técnico, mas sempre que eu dava alguma dica ele dizia, ‘Eu já sei papai’”.

Naquele ano, Victor entrou para uma equipe com o pai e dois tios em uma competição em Nova York, ficando em quarto lugar. Aos 5 anos, entrou para a Super Liga de Jogos e ficou entre os 64 melhores jogadores em âmbito internacional. Ao completar 7 anos, competiu em Chicago contra 550 adversários, ficando em segundo lugar — atrás do tio Gabriel.

Além dos prêmios e propagandas de produtos, Victor fechou um contrato no valor de cerca de US$ 20 mil por ano, além de ter despesas de viagens para os torneios pagas pela patrocinadora, a 1UP Network, uma divisão da Ziff Davis Game Group, proprietárias de revistas e sites de jogos. De Leon não quis detalhar a quantia acumulada pelo filho até hoje, mas contou que é quase o suficiente para financiar uma faculdade particular.

Matthew S. Bromberg, diretor executivo da Major League Gaming, uma das diversas organizações que patrocinam as competições, disse que Victor é um “fenômeno” já faz algum tempo. Mas embora receba dinheiro para jogar, ele ainda não é considerado um profissional pleno de acordo com a rígida definição da liga, pois ele teria que ficar em melhor posição no ranking –- e ter pelo menos 15 anos de idade.

Victor consegue algumas recompensas extras em sua carreira nos jogos, como uma viagem para a Disneylândia durante uma competição em Los Angeles, e uma visita a um rodeio quando esteve no Texas — a viagem que ele mais gostou. Ele conta que não tem planos sobre o que vai fazer quando crescer. Por enquanto, parece mais preocupado com os brinquedos do Guerra nas Estrelas, frango frito, jujitsu, guitarra, basquete, o seu hamster e o seu cachorro Rocky.

“Gosto de andar de bicicleta todo dia”, contou ele. Perguntado sobre se às vezes fica entediado com os videogames, ele respondeu, “É, às vezes fico”.

fonte: g1

É. ta ae a prova de que tudo que você gosta e faz bem feito, pode gerar bons frutos!




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