Bem-vindos ao reino de Mãotania, berço de inúmeras doenças cutâneas e maior produtor de Mandrágoras do mundo. Uma nação onde a bebida local – uma mistura fermentada de alho curtido e algumas miudezas – deve ser evitada a todo custo e em que cada esquina promete uma surpresa, não necessariamente agradável.
Esse minúsculo país no Leste do Continente (ao norte de algum grande reino e próximo a algum pântano fedorento, no sentido do vento) tem atraído milhares de visitantes à força ou por acidente, na tentativa de consolidar uma tradição comercial à altura de seus imponentes charcos, laboratórios de alquimistas e áreas mágicas dominadas por criaturas criadas por Necromantes.
Para se aventurar por esse terreno literalmente pantanoso, torna-se indispensável a companhia de Clérigos ou Paladinos: Um país intocado pelos Deuses atuais, infestado por mortos-vivos, golens de carne, árvores podres e luzes misteriosas em meio a uma densa névoa acinzentada.
Nele, o intrépido aventureiro aprenderá a complexa cordialidade dos nativos, com seus gritos histéricos e atitudes agressivas, bem como os segredos e os bastidores do prêmio Inanimados Animados, que todos os anos agita a cidade com seus objetos (in)comuns que ganham vida própria, dançando e correndo por todas as ruas de terra. Conhecerá também um pouco da história local, desde a criação do cemitério pelo primeiro rei Feodor até o domínio nos Necromantes, passando por um breve período artístico encabeçado pela 10-Ordem dos Bardos, um grupo de artistas formados por 10 Bardos, que durou precisamente três semanas, a quase 300 anos.
Fruto da ira de algum Deus esquecido, este pequeno reino é uma divertida e tortuosa viagem à nação mais atrasada do mundo.
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Mais um papiro dos Pergaminhos Negros do Edy.
Texto adaptado do livro “Molvânia” (ISBN: 9788535913316) e inspirado em uma professora de biologia, do 2º grau.

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