Arquivo para a categoria 'responsabilidade social'

23
Set
09

Vou-me embora pra Pasárgada, ops, para Regra Básica!

Olá galera, esse é o último post do velho UdD, pois comecei um novo blog de RPG, o Regra Básica.

Agradeço a todos os leitores que acompanharam o Urina de Dragão por esses 2 anos, 6 meses e 20 dias, um blog que tive a felicidade de criar na mesma época dos pioneiros Dados Limpos, Ooze, Tsu e cia.

Todo o conteúdo do UdD já está no Regra Básica, mas podem haver alguns links trocados, nomes antigos, coisas meio quebradas, etc, mas eu vou arrumando de lá com a ajuda de vocês, que vão me indicando os errinhos lá mesmo no Regra Básica. É um trabalho de formiguinha, mas logo vai estar tudo tinindo!

Tenho também um pedido a fazer para meus companheiros blogueiros: adicionem o Regra Básica no blogroll e se quiserem tirar o UdD, fiquem a vontade!

Bem, sem mais delongas, tenho muitas outras coisas para editar, publicar, diagramar, gravar e bla bla blar, então, comecem agora mesmo a acessar o Regra Básica, porque lá já tem coisa nova publicada!

Um grande abraço a todos, muito obrigado e, nos vemos agora no Regra Básica!

02
Jul
09

RPG, Ouro Preto, Teresópolis e Guarapari

Olá a todos, fiquei muito tempo sem publicar nada aqui no blog, estou trabalhando muito e com pouco tempo, mas hoje saiu uma notícia no blog da Daemon, escrita pelo Del Debbio que vale muito a pena ser republicada, assim como ele autorizou e pediu a todos que repassassem a informação.

O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil

Carta aberta à mídia.

Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.
O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.

TERESÓPOLIS
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.
Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).
Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo.
O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.
A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.

OURO PRETO
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.
Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.
De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.
Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.
Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).
Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.

GUARAPARI
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).
O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.

Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.

Até!

28
Abr
09

Se eu pudesse eu mestrava pra mil!

Hein?

Hein?

No final de semana retrasado comecei a mestrar uma campanha-de-retalhos para 5 jogadores, em um cenário-de-retalhos que está sendo costurado em grupo, sobre um mapa desengavetado do fundo do baú que fica sobre a mesa do quarto de dormir da casa do vizinho.

Hein?

Bem zé, dexô te falá ae: o tal cenário é um mapa que meu irmão e eu começamos a desenhar a um tempinho já. Ele seria um cenário próprio, autoral, mas que acabou ficando sem tempo para ser desenvolvido e na época, começamos a pegar algumas aventuras, localidades e outras coisas de fora e adaptávamos na medida em que precisávamos.

Semana retrasada, pegamos o tal mapa e acordamos o projetinho, agora com essa idéia de retalhos aceita. Mas não definitivamente. Vou explicar:

Um jogador comprou a Fortaleza no Penhor das Sombras, mudei um pouco o mapa, ajustei a estória e taquei próximo a um porto também adaptado de alguma revista de rpg (não lembro o nome e não vou lá olhar agora), depois peguei uma Taverna (também disponível em uma destas revistas), mudei mais um pouco e mandei NPCs Anões socarem os PJs.

Coloquei um quartel ao norte deste porto e a personagem de um jogador que faltou logo no primeiro jogo virou o gancho que faltava.

No próximo jogo, mando a galera atrás dos monstros ou para a ossada do Dragão (que também mudei coisas por aqui).

12 macacos

12 macacos

Sapassá, que virou domingo sem eu saber, apareceram mais de 12 macacos lá em casa para jogar 4e, a maioria iniciante em RPG (Yes! Virgens frescas para o abate!). O mestre, adivinhem quem foi!

O jogador que comprou o Penhor resolveu mestrar com meu irmão, usando táticas que nós já havíamos experimentado para mestrar em mesas enormes. Eu não pude ficar de fora e fiz 2 personagens. Acabei escolhendo o mago humano para jogar e foi muito bacana!

No fim das contas, em conjunto, montamos em 1 semana uma aventura para 15 loucos na mesa, onde 12 eram novatos. A região norte do nosso mapa já tem movimentos próprios e uma história interessante.

Mas existem alguns “poréns” nisso tudo, são algumas dúvidas que eu não consigo me livrar delas:
• Um cenário ou uma aventura pronta, protegida por direitos autorais e comprada por mim, pode ser alterada até que ponto?
• E se eu altero tudo, na verdade eu crio algo novo inspirado em várias obras. Eu tenho algum direito sobre isso?

O fato é que o cenário/mundo, que ainda não tem nome, possui vários elementos próprios, alguns idênticos de outras obras e boa parte inspirada e modificada de outro tanto de material diverso.

Eu queria chegar a um ponto em que o cenário fosse feito em conjunto, onde cada aventura desenvolvida por cada grupo pudesse mover o mundo mais um pouco e que a história de cada aventureiro chegasse aos ouvidos de outros através de lendas e causos de Bardos.

• Mas que parte da criação é de cada um?
• Como separar quem é dono de quê?
• Como eu poderia saber que ninguém “pegou” algo de outro lugar para falar que é nosso por direito?
• Como resolver esse problema sem nenhum pajé vir reclamar com os índios?

Porque, seu eu pudesse, eu mestrava pra mil!

28
Jan
09

Para quem já leu “O Robert”

É o Robert De Niro em Taxi Driver!

Não sabe quem é ele?

-Que livro você está lendo? – Perguntou minha mãe.
-O Hobbit- Eu respondi.
-O quê? O Robert?
Minhã mãe demorou meses para falar Hobbit e não Robert.
Anarorë


Pois é, acredito que TODOS nós já passamos por alguma situação similar idêntica, mas como diria nosso amigo Chapolin Colorado, Calma calma, não priemos cânico!

É normal que caia em nossas mãos um jovem e tolo mancebo (ou não tão jovem assim), pronto para ser iniciado em um mundo com uma cultura diferente de tudo aquilo que ele já viu, cheio de elementos fantásticos e belo, criado por um simpático senhor que o fez por paixão durante toda sua vida e que hoje, possui vários fãs e admiradores de sua obra fabulosa.

Então, lembrem-se senhoras, senhores, crianças e crianços, vamos ser legais com eles e ensinar com paciência e alegria, pois aquele senhor simpático com certeza fai ficar muito feliz!

O diálogo que iniciou esta publicação esta lá no Fórum Valinor em um tópico sobre a “desconhecência” do povo.

Vai lá conferir e participar!

11
Dez
07

RPG é nerd, geek e agora hype!

Mandei esse post sobre os Poliedros e afins e no dia seguinte A Matilha mandou o Genesis 1 que foi lembrado pelo Ooze que leu no meu twitter (viu fiu?) sobre a campanha do Treta de Usura Não, onde finalmente chego no Phil do Dados Limpos que me inspirou a bombar o Urina de Dragão e que inspirou também os revoltados do Dados Sujos a criarem o blog deles.

Ufa!

Bem, o que to querendo dizer, ops, escrever, é que a galera do RPG está de parabéns pelo movimento que estamos presenciando. Eu já recebi pedidos de mais de 3 pessoas (exatamente 4, hehe) para que eu ensine a jogar RPG, então, como meu TFG (trabalho final de graduação) ainda não saiu, meu irmão e eu estamos trabalhando em um cenário para jogarmos!

Enquanto eu não atualizo meu blogroll, vocês podem conferir uma lista de outros blogs de rpg acessando essa galera toda que citei ae.

E estamos esperando o desejo manifestado até agora pela Ana, Ooze e eu, de acontecerem encontros de bloggers rpgistas por ae. Se mais alguém quiser colaborar para esses encontros dando sugestões, entre em contato conosco!

Para tudo dar certo, o Alberto podia nos emprestar seus D20’s viciados, que tal?

15
Jun
07

Afinal, games podem ter responsabilidade social?

Games educativos não têm responsabilidade social

Jogos exercem um papel fundamental no desenvolvimento dos jovens, mas são feitos para diversão e integração. Preconceito é inaceitável, mas transformar os games em jogo educativo é criar um remendo assistencialista.

fonte: Webinsider, por Julia Stateri.

Não faz muito tempo, uma renomada instituição de ensino brasileira lançou um concurso para responsabilidade social, no qual foram inscritos os mais diversos trabalhos. Ocorre que tal instituição desconhecia a diferença entre ‘responsabilidade social’ e ‘assistencialismo’.

Compreende-se por um trabalho com responsabilidade social aquele que se presta a trazer benefícios à sociedade, sejam eles a curto ou longo prazo; mas, principalmente, que melhorem as condições de relacionamento das classes diversas, estimulem a cidadania, a igualdade e possibilitem ao seu público alvo a integração.

Projetos culturais, ou todo aquele que estimule a aquisição de conhecimento, o desenvolvimento de uma cultura própria ou mesmo o resgate da auto-estima do indivíduo, podem ser considerados de responsabilidade social.

Já o assistencialismo é uma posição imediatista diante de um problema. Entregue ao necessitado aquilo que ele precisa de pronto, sem se preocupar em ensiná-lo a conseguir futuramente o que pode vir a precisar. Aos famintos, entregue cestas básicas, aos doentes entregue remédios, aos desabrigados entregue um teto provisório, um albergue.

Responsabilidade social consiste em investir no aperfeiçoamento profissional de pessoas menos privilegiadas para que estas possam competir e conquistar seu lugar. Mas afinal, que tipo de preconceito leva as pessoas a negar o valor dos games como responsabilidade social?

Analisando historicamente, podemos compreender melhor o porquê de os games serem vistos de maneira tão pejorativa: desde a revolução industrial, jogos passaram a ser vistos como perda de tempo. Alguns teóricos mais radicais chegaram a afirmar que as crianças encontrariam suficiente diversão realizando suas tarefas (ou até mesmo trabalhos pesados destinados aos adultos) e que os jogos não proporcionavam nada de positivo para seu desenvolvimento, apenas ócio.

Sobrevivendo a este pensamento, temos o xadrez. Considerado no Brasil como um jogo da elite, o xadrez guarda o seu valor por ser visto como um exercício de lógica. Desta forma, compreendemos como ele não foi atingido pelo pensamento de que os jogos são fruto do ócio – afinal, ele mostra sua pronta utilidade prática.

Retornando um pouco mais no tempo, percebemos que as mais diversas culturas dedicaram boa parte de seu tempo aos jogos e os consideraram elementos de grande valor. Excetuando o pensamento medieval que, provavelmente, poderia ser comparado a esse mesmo pensamento pós-Revolução Industrial, com o adicional de que os jogos, além de não servirem de nada, seriam prejudiciais inclusive à alma!

Vejamos, então, as civilizações que se dedicaram aos jogos e os tornaram uma expressão de sua cultura:

* os gregos com as Olimpíadas e tudo o que elas representaram e representam até hoje: do culto ao corpo perfeito à preocupação com uma mente e um corpo sãos;
* os jogos de roda e os ritos aborígines, que através do Ilinx fazem o corpo se desprender do espírito, transportando seus participantes para outras realidades;
* os jogos de carta e o tarot de Marsella, duas maneiras de se representar o jogo de azar através do Allea, um decidindo os ganhos ou as perdas monetárias de seu participante e outro guiando o rumo da vida daquele que procura uma direção.

Os exemplos poderiam continuar, mas basta por enquanto. Os jogos representaram e representam, ainda hoje, a cultura dos povos. E esta representação se dá de uma maneira pura, despreocupada, que nos garante maior veracidade do que fontes históricas que possam ter sofrido influências religiosas ou políticas.

Os jogos nasceram para, além de nos trazer alívio para a mente e o corpo, nos integrar ao nosso meio. Nos mostrar como fazer parte de algo maior. E isto, certamente, é demonstrar uma grande, senão a maior de todas, preocupação social.

Pois, sem a aceitação do indivíduo e depois do coletivo, nem sequer somos o que nos torna humanos: animais sociais, que dependem uns dos outros mutuamente seja tanto para crescer, desenvolver, quanto para conhecer os sentimentos mais límpidos e também os mais terríveis.

Atualmente, games constroem comunidades, vendem conceitos, transmitem valores. Talvez sejam as ferramentas mais poderosas de comunicação com os jovens de todas as classes. Afinal, se há algo que caracterize jovens de qualquer classe social é a necessidade que eles têm de se divertir, de serem aceitos num grupo e de se aceitarem – o que talvez seja o mais complexo.

Esta ferramenta, pode e deve ser utilizada com os melhores fins, sempre respeitando a diversão em primeiro lugar: é o que caracteriza um game propriamente dito. A falta de obrigação do jogar, a liberdade que há neste ato, o fato de encontrar algo no qual você realmente seja bom e se integre. É disso que o jogo trata.

Transformar um game em jogo educativo seria destituí-lo de sua função e torná-lo meramente um paliativo assistencialista.

Nós, assim como as instituições (principalmente as de comunicação), devemos tomar muito cuidado ao julgar um veículo pelo que ele aparenta ser. Se um jogo sem diversão não funciona, logo um jogo educativo chato jamais foi um jogo. Muitas vezes, basta criarmos o interesse, engatilharmos a vontade, a procura do aprendizado, o maior passo de todos estará dado e o que vier daí por diante será lucro.

——————

E ainda completo, se tratando de RPG, os mestres tem a obrigação de colocar esses pequenos temas nas campanhas.

Jogadores inexperientes, curiosos de plantão e os anti-rpgistas iriam se surpreender com os conteúdos que nós mestres podemos criar e inserir nas nossas campanhas!
;)

O que tú já tem feito quanto a isso?

08
Mar
07

Qual é o seu papel no mundo?

Você se preocupa com o futuro do mundo?
Gostaria de ser alguém importante e tomar decições importantes?
Gostou de SinCity?
Há um ambientalista louco dentro de você?

Então este é o jogo certo para você: Climate Chalange!

Encarne o presidente das Nações Européias e lute contra o mundo todo a favor do desenvolvimento mundial e contra a poluição e emisão de CO² na atmosfera terrestre!

Joguei uma vez e este foi meu score:
score de climate chalange

Mostre para seus filhos!
=P




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